Tempo é a uma das palavras homógrafas mais utilizada no quotidiano e que significa duração cronológica e estado climático ou meteorológico.
É comum dizer-se: "Os tempos mudaram"; "Não me agrada o tempo de hoje"; Não está bom tempo"; "No meu tempo não era assim!"; "Não tenho tempo para isso".
Existe um sem fim de contextos, onde, esta curiosa expressão aparece. Ela serve para tudo.
Desde motivo para abordagem de conversa:
- Então Maria! Já viste este tempo?
- É verdade Lucinda, nunca mais muda este tempinho desagradável.
Serve também como motivo de queixa:
- Ando cá com umas dores nos ossos, deve ser da mudança de tempo.
Já para não falar da típica saudação em dias pluviosos:
- Bom dia Joaquina!
- Mau dia! Não está nada bom! Tá de chuva!
O que não deixa de ser ambíguo, pois para alguns pode estar um lindo dia cinzento, bafejado com a bendita chuva. Que o digam os agricultores após períodos de seca prolongados!
Como se isto não bastasse, as pessoas ainda tentam adivinhar o tempo que vai estar para o dia seguinte…e não, não estou a falar dos meteorologistas.
Não quero deixar de falar do outro tempo, que ao que parece não escapa à superintendência humana, e isto porque a duração dos dias parece estar a encurtar neste virar de século, apesar de continuar a ter 24 horas.
Frases como: "Não tenho tempo para isso"; "Tenho pouco tempo", ilustram bem a posse que detemos do nosso tempo.
Senão esta serve a presente para exemplificar melhor: "Posso roubar um pouco do teu tempo?"
Segundo me consta ninguém possui o tempo, ele é de todos. E roubar?! Isto hoje há ladrões para tudo. Porque não ladrões de tempo, que roubam preciosas horas daqueles que já de si são atarefados! Ridículo, hã?
Mas é assim este nosso falar. Porquê mudá-lo?